sábado, 2 de julho de 2011

Sobre as Coisas Pequenas que se Não Cutucadas Passariam Desapercebidas ou Pequeno Manuel Desinstrução.

das fábulas de reinos encantados

Dizem que certa feita, há muito de águas corridas e moinhos movidos, passou nessas terras um rei. Cavaleiro de plurais elegâncias e altos portes garbos: veludos púrpura; pelicas; bordados de ouro; pendões e alvo alazão a trote.

Não procurava princesas, tesouros ou motivos desses que servem para perderem-se errante as nobrezas.

Procurava, amiudando inquirindo nas soleiras de palacetes e choças, uma certeza. Certeza que - disse - o visitara quando tinha tenra idade. Em breve passagem, na inocência da criancice, alguma certeza sobre certa coisa que não lembrava mais qual era. Sabia só, foi breve e voou.

Falcão flecheiro de céu a infinito deixara-o exato no dia em que inventou de ser gente.

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